terça-feira, 14 de outubro de 2014

10 motivos para LGBT’s não votarem em Dilma Rousseff

Em toda a história do Brasil, nunca tantos LGBT's morreram por ano. A cada 26 horas há um assassinato, o que anualmente representa quase metade do número de mortes mundiais no segmento. Nossa presidenta, mulher, de esquerda, resolve que vale usar dessas vidas para fazer seus acordos políticos e garantir sua tal governabilidade.
Todos temos acompanhado a polêmica em relação às eleições presidenciais e especificamente à campanha de Marina Silva, que inicialmente prometeu tudo aos gays para no dia seguinte dizer que “não era bem assim”. De repente houve um furacão na corrida presidencial: a ideia de uma evangélica com pauta LGBT bem feita e fundamentada virou manchete em todo o país.
Imediatamente, Dilma Rousseff, ao ver que a controvérsia deu pontos no ibope para a rival, “esquece” seus acordos escusos com religiosos (embora tenha garantido isenção de impostos para todos os templos, igual à que a igreja católica já possui) e garante que seu governo quer criminalizar a homofobia (algo que depende do Congresso Nacional, da tal governabilidade e de sua base pouco afeita aos LGBTs). Dilma cria até um evento com a comunidade! Diz que seu governo sempre foi pró-LGBT.
Se, como diz o ditado popular, “mentira tem perna curta”, nesse caso de Dilma nem perna deveria ter, tamanha a hipocrisia de sua fala. Escrevo este texto para relembrar a vocês tudo o que sofremos durante o governo PT de Dilma Rousseff:
1) Depois de 19 anos no comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o PT cede o lugar para o PSC, que tem como lema “Família = homem+mulher” e que nomeia como presidente o polêmico Marco Feliciano. Protestos acontecem do começo ao fim de sua gestão, nacional e internacionalmente, com provas até em vídeo de que o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos é homofóbico e racista.
2) Dilma “orientou” uma senadora para garantir a vinculação da necessária lei anti-homofobia PLC 122 à votação do código penal brasileiro, o que resultou na prática em um período que pode se estender por 20 anos para que efetivamente aconteça a primeira votação. Suas “orientações” fizeram com que senadores petistas faltassem no dia em que a vinculação ao código penal foi votada e que até Lindberg votasse a favor disso
3) Cancelou todo o programa “Escola sem Homofobia”, suspendeu todas as produções que estavam sendo editadas pelos ministérios da Saúde e da Educação sobre a questão da homofobia e a distribuição desses kits de esclarecimento sobre o tema (elogiados pela Unesco) que poderiam evitar violência física e moral contra crianças e jovens nas instituições de ensino do país. Fez isso por ceder abertamente à chantagem da bancada fundamentalista (que não escondeu que fazia uma manobra política e que ainda apelidou os kits de “kits gays”).
4) Para “justificar” a atitude de cancelar os kits, declarou que seu governo “não fará propaganda de opções sexuais”, o que mostra, além do absurdo da frase em si (uma vez que os kits não faziam apologia nenhuma) que nem sabe do que fala, uma vez que ninguém escolhe sua sexualidade e a palavra “opção” não se aplica.
5) Revogou em 24 horas portaria que beneficiava transexuais.
6) Em 2012 o petista Padilha vetou campanha contra AIDS direcionada exclusivamente para a população LGBT no carnaval. O detalhe é que somente os anúncios para os gays foram vetados, todo o resto da campanha foi liberado sem problemas. Hoje o Brasil, ao contrário dos demais países, tem aumento no índice da doença entre jovens do segmento.
7) O próprio Julian Rodrigues, coordenador nacional LGBT do PT, admitiu anos atrás quando Dilma se candidatou pela primeira vez que faria concessões em direitos humanos para elegê-la. Declarou: “Estamos retrocedendo nesse debate. Não são concessões que o movimento gay gostaria de ver, mas nossa prioridade é eleger Dilma".
8) Até na ONU o Brasil com Dilma presidente se absteve sobre a morte de LGBTs na Rússia.
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9) Até muito pouco tempo atrás, Dilma corria atrás dos evangélicos. Na inauguração recente do absurdo templo do Sr Macedo, há menos de um mês, declarou “Feliz é a nação cujo Deus é o senhor”, num claro descaso com todas as outras religiões, com ateus, agnósticos e com todo o segmento LGBT que sofre com a perseguição fundamentalista dos setores que ela elogia e prestigia.
10) Em sua base de governo temos o PRB da Universal do Reino de Deus, o PR do Garotinho (ambos até foram juntos num restaurante popular de 1 real, há dias), o PSC que só agora tem candidato próprio, o PP do Jair Bolsonaro e o PMDB, do qual boa parte integra a dita “bancada evangélica”.
É importante que você se lembre que Dilma jamais se moveu pelo casamento civil. É tão fácil de acreditar nessa tão radical mudança de Dilma agora para sua campanha quanto na não existência do mensalão.
Dona Dilma, apesar de todas as confusões nos últimos dias com Marina, ainda consigo acreditar em suas boas intenções, chego a ter pena porque acho que muitos desses problemas foram causados por desconhecimento dela em relação ao nosso segmento, desinformação mesmo e/ou pressa.
Mas a senhora eu conheço muito bem: nos vende por qualquer coisa e nos nega dignidade. Nossa luta sempre será sempre pelos mesmos direitos com os mesmos nomes e pelo equiparação ao racismo, para firme combate ao genocídio LGBT com o qual a senhora compactua em nome de sua governabilidade.
Presidente Dilma, a senhora deveria se envergonhar de recorrer aos gays só p
orque está desesperada em sua campanha: somos mais espertos que o lado de lá.
O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas.
Bertrand Russel

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