quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Parada LGBT de Cidade Tiradentes celebra arte e aborda preconceito

Giacomo Vicenzo
No domingo (23), foi realizada a segunda Parada LGBTQIA+ de Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade de São Paulo. Cores, bandeiras e maquiagens acompanhavam os participantes que caminharam cerca de 1,3 km pela avenida dos Metalúrgicos até a Casa de Cultura do Hip Hop Leste, onde shows fecharam o ato.
Com o tema “A Arte Resiste”, os organizadores enfatizaram a importância da caminhada para a periferia, tendo em vista que os principais eventos LGBTS são no centro da cidade.
Ator e advogado, Valder Bastos, 49, fez a apresentação transformado na drag queen Tchaka, a Rainha das festas – como se identifica. “É importante um evento desse na periferia. Essa causa é de todas as pessoas e mostra que existimos. Estamos nos lares, nas igrejas e nas quebradas. Precisamos ser vistos, reconhecidos e respeitados”, afirma Tchaka.

Um dos organizadores, Elvis Souza fala de casos de homofobia (Giacomo Vicenzo/Agência Mural/Folhapress)

O promotor de eventos Elvis de Souza, 32, um dos organizadores da parada, diz que a atração é necessária no bairro, por conta da homofobia. “Um amigo tomou uma facada na cabeça da própria irmã quando assumiu a homossexualidade. Outro poderia continuar morando na casa da família, mas foi impedido de comer dentro do lar”, comenta Souza.
Ele faz parte da Família Stronger, coletivo de jovens negros LGBTs e periféricos, que tem como principal causa a luta contra o preconceito e a violência.
Souza considera que a falta de políticas públicas contribui para uma postura mais intolerante no bairro. Durante a caminhada, houve vaias vindas de pedestres que circulavam por perto.
“Eu já sofri agressão no terminal de ônibus do bairro há 2 anos. Um grupo partiu para cima e me espancou, junto com alguns amigos que estavam comigo, entre eles até um hétero que apanhou só por estar conosco”, comenta o cabeleireiro Ítalo Brandão, 22.

Ítalo e Gabriel exibem tatuagens iguais. Amizade permaneceu mesmo com orientações distintas (Giacomo Vicenzo/Agência Mural/Folhapress)

“Eventos como esses aqui são importantes. Sou heterossexual e apoio. Tudo colorido, bonito, bem longe da mística que fazem do nosso bairro ser só favela e ladrão”, ressalta Gabriel Gonçalves, 24, instrutor de educação física.
Gonçalves esteve junto com Ítalo no evento. A orientação sexual de cada um não interferiu na amizade. “Temos até uma tatuagem igual. Ele é meu melhor amigo”, afirma Gabriel.
Para a professora Juliana Cibriano, 36, foi a primeira oportunidade de participar de um evento assim no bairro. Ela fez parte do bloco ‘Siga bem Caminhoneira’, de mulheres lésbicas e bissexuais. “Muita gente cresce e morre sem sair da Cidade Tiradentes. Precisamos estar aqui dizendo que vivemos e resistimos”, afirma.
RESISTÊNCIA
“Temos espaço para todos heterossexuais ou gays”, afirma Ettore Verissimo, 33, maestro e criador do Coral Câmara LGBT, que recebe interessados em participar todas as terças a partir das 20h no metrô República. 
O tema também inspirou Jal Moreno, 29, coordenador da Casa de Cultura do Hip Hop Leste. Desde 2008, ele não se ‘montava’ como drag queen. No dia do evento, decidiu se transformar na personagem Cristal.
Uma senhora aguardava com ansiedade ao lado de fora do pequeno imóvel que integra o local. Ela nunca havia visto Moreno caracterizado.
“Ela é minha mãe de consideração. É usuária do espaço e temos uma relação de carinho muito forte que se estreitou ainda mais desde que ela perdeu sua mãe e o seu marido”, explica Jal.s
Os colaboradores do espaço, que trabalham para Jal, nunca o haviam visto como Cristal. A caracterização surpresa gerou olhares curiosos. “Posso te chamar de chefe hoje?”, perguntou um deles. “Hoje não, hoje é Cristal”.
“Em qualquer lugar, a arte tem que resistir, aqui ou no centro e a arte drag é resistência total”, comenta. “Este é um bairro complexo, religioso. Ser LGBT aqui é duas vezes mais difícil. Muita gente deixa de vir ao espaço. Dizem que não vêm porque o coordenador é um veado. Tento vencer esse preconceito com bom atendimento e atenção a todos os frequentadores”, afirma.
Giacomo Vicenzo é correspondente de Cidade Tiradentes
giacomovicenzo@agenciamural.org.brhttps://mural.blogfolha.uol.com.br/2018/09/26/parada-lgbt-de-cidade-tiradentes-celebra-arte-e-aborda-preconceito/

#43024 Xenia Star Drag

http://paradasp.org.br/conheca-xenia-star-drag-partido-verde-43-candidata-lgbti-deputada-estadual/ 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Trabalho escolar sobre LGBT e intolerância religiosa causa polêmica em São Carlos

POLÊMICA
Trabalho escolar sobre LGBT e intolerância religiosa causa polêmica em São Carlos
19 SET 2018 - 13h33
Por ABNER AMIEL/FOLHA SÃO CARLOS E REGIÃO

Trabalho escolar sobre LGBT e intolerância religiosa causa polêmica em São Carlos - Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação
Após reclamações por parte de pais de alunos, um trabalho escolar sobre intolerância religiosa e Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros (LGBT) gerou polêmica na Escola Municipal Carmine Botta nesta terça-feira (18). Quatro vereadores se deslocaram até a escola a fim de questionar o conteúdo pedagógico. 
Nas paredes do corredor da Carmine Botta havia cartazes com textos sobre intolerância, preconceito, ladeados por gráficos. Um cartaz reproduzia um desenho que ilustrava a imagem de um homem, com aparência de cristão e munido de uma bíblia, com o braço estendido na direção de duas mulheres seguidoras de religião de matriz africana, retratando um ato de intolerância, dizendo: “Sai, tolerância”.  Outros cartazes exibiam frases “Exu não é demônio”, “Somos Todos Iguais". Os trabalhos foram confeccionados por alunos do 9º ano.
O vereador Leandro Guerreiro arrancou os cartazes das paredes e os levou até a diretoria da escola. Os vereadores Edson Ferreira, Moises Lazarine e Lucão Fernandes também estavam presentes. Na ocasião foi realizada uma reunião com a diretora, coordenadora pedagógica e alunos.
O secretário de Educação, Nino Menghati, caracterizou o ato de Leandro Guerreiro de fascista. “É legítimo que vereadores fiscalizem o que ocorre na escola. Mas não estamos na ditadura, vereador não pode vir à escola de maneira fascista e nazista e arrancar cartazes, agredir diretor, aluno”.
Para o vereador Moisés Lazarine, a religião foi tratada de forma pejorativa.
A tensão refletiu na sessão da Câmara na tarde desta terça-feira. Leandro relatou o ocorrido. “Fui lá e arranquei os cartazes que fazem apologia à LGBT e que é contra o cristianismo. Cheguei arrancando, não rasgando. Levei o cartaz na sala da direção e passamos uma hora conversando e discutindo o assunto”, disse a seus pares. Guerreiro argumentou que foi impedido de entrar na escola, mas que na ocasião ameaçou chamar a Polícia e, na sequência, foi autorizado.
No plenário, Guerreiro alfinetou o secretário de Educação. “O secretário Nino disse que eu sou fascista. Ele deve ser um homossexual frustrado e não teve coragem de vir a público e falar. O secretário tem que vir a público e revelar para população que é gay”, exclamou o parlamentar.
Na sequência justificou o ato: “Os vereadores foram até a escola para defender as crianças e não combater os homossexuais. Os gays são respeitados nessa cidade, ou alguém viu algum gay massacrado em praça pública?”, questionou.
Os cartazes chocaram as pessoas que frequentam a escola, segundo o vereador Edson Ferreira. Ele recebeu a denúncia e as imagens dos cartazes e como elas não estavam visíveis se deslocou até a Carmine Botta.
A prefeitura se manifestou por meio de nota.
A Secretaria Municipal de Educação disse que os trabalhos desenvolvidos na rede municipal de ensino são pautados pelo princípio da ética, respeitando a diversidade ideológica, religiosa, cultural e de gênero.
A Secretaria defendeu que a escola é um ambiente de diálogo e debate de ideias e tem papel fundamental na formação dos alunos enquanto cidadãos.
"É papel da educação assegurar estes direitos a todos os profissionais e alunos do município de São Carlos", diz a nota.
A direção escolar e a docente responsável pelo trabalho exposto na Emeb Carmine Botta afirmam que temas como respeito e cidadania são discutidos frequentemente no ambiente escolar e são importantes na formação e pensamento crítico dos alunos.

A Secretaria de Educação garante que está preparada para o debate e a transparência das metodologias aplicadas e dos resultados obtidos, porém não aceitará truculência de ninguém

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Santo André recebe 14ª edição da Parada LGBTI

A 14ª edição da Parada do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis e Intersexuais), realizada ontem em Santo André, contou com muitas cores, música e discurso voltado às eleições. A comunidade pediu consciência no voto, “já que há candidatos à Presidência da República que são contra o movimento”, destacaram os participantes. Com o tema Vote Direitos Humanos, Vote em LGBTI e em Quem os Apoia, 
a proposta foi ressaltar a importância da representatividade política.Cerca de 1.000 pessoas, segundo Polícia Militar, fizeram parte da festa. “É preciso cobrar do Estado, do País e das prefeituras a criação de coordenadorias que lutem pela causa LGBTI”, explicaram Marcelo Gil, criador da ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) e organizador do evento, e a madrinha da festa, a drag queen Salete Campari, com com a presença de um Reforço de Drag queens Xênia Star , Arthemys Bunita, Ashiley Beauty , , Héstia la'kastter entre outras Divas Drags 





#XêniaSTARDRAG #43024 #deputada #estadual #saopaulo #telemarketing #LGBT #arte #pcd #amor

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Ainda é considerada crime em 69 países

Mesmo assim, 25% da população vive em países onde ser LGBT ainda é considerado crime, o que representa um total de 69 nações.Fora a Antártida, que é considerada inabitável por suas condições climáticas, a Europa é o único continente em que todos os seus 50 países não criminalizam a homoafetividade. 


Já em civilizações como Papua-Nova Guiné e os Emirados Árabes penaliza aqueles que forem pegos em relações homossexuais com a prisão. Irã, Sudã e Iêmen vai mais além e determina pena de morte para essas pessoas.
Veja a lista com os países em que a homossexualidade é considerada crime.
ÁFRICA – 30 países:
Algéria
Angola
Botswana
Comoros
Eritrea
Etiópia
Gâmbia
Ghana
Guinea
Quênia
Libéria
Líbia
Malawi
Mauritânia
Maurícia
Marrocos
Namíbia
Nigéria
Senegal
Serra LeoaSomália
Sudão do Sul
Sudão
Suazilândia
Tanzânia
Togo
Tunísia
Uganda
Zâmbia
Zimbábue


AMÉRICA (Norte, Central e Sul) – 9 países:
Antígua e Barbuda
Barbados
Dominica
Granada
Guiana
Jamaica
São Cristóvão e Nevis
Santa Lúcia
São Vicente e Granadinas
ÁSIA – 22 países:
Afeganistão
Arábia Saudita
Bangladesh
Butão
Brunei
Emirados Árabes
Iêmen
Irã
Iraque
Kuwait
Líbano
Malásia
Maldivas
Mianmar
Omã
Paquistão
Qatar
Singapura
Sri Lanka
Síria
Turquemenistão
Uzbequistão
OCEANIA – 6 países:
Ilhas Salomão
Kiribati
Papua-Nova Guinea
Samoa
Tonga
Tuvalu

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Samantha khali - Das diferenças nasce a diferença.


Cada dia o nosso universo está cheio de novos caminhos, rumos e novos desafios, cada um de nós precisamos

a lidar com as diferenças e as adversidades, é fácil? Claro que não, é cada vez mais complicado, mas mesmo
assim não podemos deixar de ir a luta. Muita se fala o universo LGBT eu mesmo leio muita coisa me informo,
mas eu nunca havia falado sobre esse assunto, e resolvi fazer uma entrevista com uma querida que tem muito
talento e língua afiada e o mais importante adora a vida. Estou falando dela Xênia Star Queen. Em uma
conversa bem profunda sobre as dificuldades desse universo, ela com um bom humor contagiante, disse que
“qualquer sofrimento uso como força” essa palavras entraram no meu ouvido como lição, porque muitas vezes
choramos ou ficamos deprimidos com os problemas da vida, mas será que não deveríamos usar o sofrimento
para nos fortalecer? Xênia me fez pensar nisso. Ela uma artista trans, de família humilde, como toda pessoa
que é julgada diferente precisou enfrentar barreiras preconceitos humilhações, porque muitas pessoas não
perdoam não e falam coisas que doe na alma, mas como diz a própria “nada de se vitimizar “, tem que buscar
informação de como resolver sua vida” é assim que devemos fazer, pois “o dinheiro não tem dono precisamos
correr atrás e buscar nossa parte” E olha gente, ela poderia ter sido uma perdedora, pois passou por um
acidente muito grave ficou internada muitos e muitos meses no hospital, os médicos não acreditavam em sua
recuperação e voltar a andar, e ela foi lá e ficou de pé novamente. Colocou seu salto e foi continuar a sua luta.
Ela hoje tem um currículo imenso, apresentadora de várias paradas
Gays, ganhou o premio de Diva Trans da
cidade de Santo André em são Paulo, além de vários trabalhos de teatro e eventos. Ai pergunto para você que
acha que sua vida não está boa. Você está feliz com sua vida? Então gente, vamos mudar esse rumo vamos
fazer da indiferença a diferença, como diz a própria Xênia Star Drag Queen “ Ninguém pode nascer em vão,
então entre o nascer e o morrer vamos aproveitar o intervalo?”